O Centro de Estudos Constitucionais do Supremo Tribunal Federal (CESTF) promoveu em 5 de agosto a primeira reunião presencial dos dez pesquisadores escolhidos no Edital Conjunto CAPES/STF 2/2026. Segundo informou o STF, o encontro marcou a abertura das atividades do programa voltado ao apoio de pesquisas jurídicas no campo constitucional.
Os bolsistas foram selecionados entre quase 300 inscritos e apresentaram individualmente suas propostas. A programação foi organizada por eixos temáticos, em três blocos de exposições alternados com debates entre os participantes. A reunião também serviu para uma revisão coletiva dos assuntos de pesquisa já encaminhados.
Agenda de pesquisas
As propostas apresentadas abrangem questões ligadas ao funcionamento e aos efeitos da jurisdição constitucional. Entre os temas informados pelo Supremo estão o litígio estratégico perante a Corte, a construção e a vinculação de precedentes constitucionais, o uso de teses de julgamento e a atuação de amici curiae no controle concentrado de constitucionalidade.
A relação divulgada pelo Tribunal inclui ainda pesquisas sobre ética e jurisdição constitucional em casos de alto impacto social; a efetividade do Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero; sustentabilidade e eficiência institucional no STF; e a interlocução entre o Supremo e a Corte Interamericana de Direitos Humanos, com foco em controle de convencionalidade.
Também integram a agenda estudos sobre Estado fragmentado, federalismo, separação dos Poderes e os reflexos de decisões do STF no equilíbrio institucional da Federação. Uma das propostas trata do ensino de direitos humanos fundamentais em comunidades, a partir de referência à Escola de Sevilha.
Os assuntos não representam conclusões adotadas pelo STF nem novos entendimentos jurisprudenciais. Trata-se de projetos acadêmicos apresentados pelos pesquisadores selecionados, cuja execução ainda será iniciada após a etapa de supervisão prevista pelo programa.
Próxima fase prevê supervisão pelo CESTF
De acordo com a notícia institucional, o próximo passo será a indicação de supervisores para cada trabalho. Os responsáveis deverão necessariamente integrar o CESTF, e a definição ocorrerá antes do início da execução das pesquisas.
A reunião foi conduzida pelo diretor do Centro de Estudos Constitucionais, Fernando Facury Scaff, que, conforme o STF, ressaltou a relevância da aproximação entre o Tribunal e as universidades para o aperfeiçoamento da pesquisa jurídica constitucional. Outros integrantes do Centro também participaram do encontro.
Parceria entre CAPES e STF
O programa CAPES/STF decorre de parceria entre a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior e o Supremo Tribunal Federal. Conforme a divulgação, a iniciativa busca estimular pesquisas jurídicas de alto impacto em direito constitucional, em temas alinhados aos interesses estratégicos do Tribunal, além de estreitar a relação entre a academia e o Poder Judiciário.
Na prática, a etapa inaugural organiza a entrada dos pesquisadores no programa e delimita um conjunto de estudos que poderá produzir análises sobre instrumentos e dinâmicas da jurisdição constitucional. A fonte, porém, não informa cronograma de conclusão, critérios de acompanhamento dos projetos, valores das bolsas ou a forma de divulgação futura dos resultados.
A iniciativa integra a agenda acadêmica do CESTF, que, segundo o Supremo, é orientada ao diálogo entre pesquisa universitária e jurisdição constitucional e ao fortalecimento das instituições democráticas. Até o momento, a informação divulgada refere-se à reunião inicial e à futura designação de supervisores, sem anúncio de resultados das pesquisas ou de medidas jurisdicionais decorrentes dos estudos.
Fonte: STF
